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>> 24/12/2008

Simplesmente amor.

Onde você guarda
O seu amor?
Não o guarde,
Despeje-o nos outros.
Como voz,
Cantada em silencio;
Como um olhar
Que fala tudo;
Ou como um beijo,
Que cala, aquilo
Que não merece
Estar aqui.

O amor não é dor;
Amor é cura.
Amor não é fogo;
Amor é luz,
Que aquece sem ferir.
Amor é verbo,
Que se conjuga
Em todas as pessoas
Que o querem receber.
Amor é uma planta,
Que cresce regada
Pela comunhão mutua.

E não me tomes
Como um romântico!
Ou um poeta,
Na loucura e fanatismo
Da repetição.
Escrevo para despejar
O amor a todos
Que o tratam como um bem
Precioso,
Que merece estar guardado,
Em um frasco segredado.

Faça da vida,
Um riacho de possibilidades.
Então atira lhe
Mais pedras de amor.
Para que ondas amorosas,
Beijem seus pés.

Regue flores
De bons sentimentos.
Pois só assim, o sol
Poderá refletir
Todo amor
Que sente
Em iluminar-te.

Aceite presentes
Em seu aniversario.
Mas nunca os troque
Por bons sentimentos.
Dê alguns também.
Mas sempre divida
Os bons sentimentos
Que tiver.
Divida também seus amigos.
Eles serão a única coisa
Que ira sobrar,
Depois do seu
Ultimo aniversario.

Escreva quando não conseguir
Enxergar a luz.
Mas não os leia depois.
Eles não serviram
Para iluminar a sombra
De seus pensamentos.
E não se livre deles.
Eles são os únicos
Sentimentos que devem
Ser guardados dentro
De você.
.............................................(Escrito originalmente em 19 de junho de 2007)

Não procure pela felicidade.
Cultive paz interior.
Paz interior é como um jardim,
Que deve ser cultivado.
A felicidade é como as borboletas
Que esvoaçam pelo seu jardim.
Elas vão e vem.
E não adianta persegui-las,
Pois isso só as espantara.
Mas o seu jardim será eterno.
Apenas cultive-o
Com bons pensamentos,
Boas ações, boas palavras...

Limpe o seu riacho
Com águas de bons sentimentos.
Receba sempre com carinho
Os pássaros que lhe trouxerem
Sementes de amor.
E quanto às plantas de amor?
Continue regando-as...

..................................... (Escrito originalmente em algum dia entre agosto e novembro de 2007)

Que o amor não precise de uma data
Para ser celebrado.
Que ele não precise de um lugar ou presente
Para ser materializado.
Que seja disperso
Como perfume floral.
Pois as flores só nos cobram o sentir.

.....................................(Escrito originalmente em 24 de dezembro de 2008)

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>> 03/08/2008

O despertar

-Levanta-te!
Morador da caverna de Platão.
Pois estás hipnotizado,
Ao ponto de não perceber-te
Que tua existência
É apenas uma mera
Sombra que dança
Nas paredes da tua
Memória.

-Vês, a luz do crepúsculo?
-Sentes, o tal discernimento
Que te causa?
Então não sega-te,
Diante do brilho-da-lua
Pois nela está contido,
Todo o estrabismo
Já pintado em Vênus.

-Começa-te a andar
Sobre as brasas da razão.
-Pois a ferida que te dói
Só deixara em ti,
Cicatrizes que
Serão lembradas
Para toda a tua imortalidade.

-Joga-te
No precipício do desconhecido.
-Pois a tua duvida
Será alada perante
Aos que não sabem voar,
Sobre todas essas
Meras teorias epilépticas

-Deita-te
Sobre o teu leito.
E aprecia toda a
Tua febre prometiana.
E esquece-te
Do medo da morte,
Pois a tua razão
Será a cura
Para todas as mazelas
Até mesmo para o mal
Do esquecimento mortal.

Desafia-te
Sobre as linhas em branco
Desafia todo esse
Vazio de idéias
Deixado por mentes
Presas no medo
De serem diferentes
No infinito
Do nada.

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