>> 17/10/09

Blogue abandonado, ja faz um bom tempo. Mas se agora escrevo isto, é senão porque ainda me sinto preso a tudo isso,... poesias, ... blogsfera,... os outros...,... mas justamente porque ainda não sei o quanto é por que justamente ainda silencio...

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>> 15/02/09

Respirar o caminho

De um sonho
Se faz o acreditar.
Do buscar,
Se faz o suor.
E assim,
Regam-se as plantas.
Cresce-se a alma.

O tempo
Se faz agora.
Do amor,
Só um “permitir”
Se implora.
(ama-se o que é amável).

Se for pra beber,
Que seja até a ultima gota.
Se for pra respirar,
Que seja do mais profundo suspiro.
Se for pra viver,
Que seja segundo
Por segundo.

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Céu silencio.

Hoje o céu amanheceu mudo.
Não estava nublado,
Pois assim demonstra cansaço,
Tristeza e silencio.
De quem tem sempre
Algo a dizer,
Só esperando a chuva descer.

Ele amanheceu sem nuvens.
Calado, perdido.
-Ô céu, não faças isso.
Perdidos estamos nós
Aqui em baixo.
Como eternos poemas
Sem rima.

Nós que estamos sempre
A escrever-te
Para subirmos a ti.
Estamos a perguntar-te:
-Porque estas
Tão calado assim?

Nuvem quando vem,
Se é grande,
Trás chuva também.
Mas se o céu é
Sem nuvens,
Silencio e imensidão
Solitária,
Não há o que dizer,
Não há explicação.
.............................................................(escrito originalmente em 28 de outubro de 2008)

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Flor poesia.

Eu queria fazer uma rima
Com “mulher”.
Eu queria ter uma mulher
Para rimar.
E sem essa palavra amiga,
Sigo sozinho,
Sem rimar.

Por que eu gosto
De escrever para mulheres.
Gosto de mulheres
Que escrevem.
Com suas palavras doces;
Com suas rimas leves.

Gosto das que,
Ironicamente,
Fazem ironias.
Com suas próprias palavras,
Fazem rimas.
Como canto de pássaros;
Como cheiro de flor.

Fazem poesia,
Da própria poesia que são.

Mas eu,
Nem poeta sou.
Sou só admirador
Desse canto de pássaros;
Dessa flor ao vento,
Que já nasce poesia.
Tão poesia,
Que com seu nome, mulher,
Eu, simples mortal,
Nem sequer uma rima
Posso fazer.

Por isso escrevo poemas
Sem rima.
Pois sem rima sou.
Sou apenas mortal.
Fazendo humildes poesias.
Mas tu, mulher,
És a própria poesia.
Poetizada e eternamente,
Poetiza.
..................................................(escrito originalmente em 28 de outubro de 2008)

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>> 12/01/09

Lúcifer*

Somos todos anjos,
Mas não sabemos voar.
Pois somos anjos caídos,
Que se arriscam
Em vôos curtos,
Ainda aprendendo amar.

Por que aqui sempre chove.
E sobram só as asas murchas.
E a pureza, posto que é açúcar,
Desfeita em lagrimas de sal.

Por que sempre chove.
Molhando todo o pouco que sobrou.
E os amores, os sonhos e desejos puros,
Formam sempre a mesma massa.
Como um nó na garganta.
Puro papel machê.

Por que sempre sobra um pouco.
O suficiente pra nos manter no passado.
Fica sempre um elo.
“Endurecer sem perder a ternura”
“Amadurecer sem perder a meninice”
É preciso ser moderno sem perder o classicismo.

Luzes no céu:
-São mais do que fênix voadoras
Ou flechas de anjos apocalípticos.
São anjos de papel;
Ideologias
Que se desfazem em cinzas.

Nesta manha nublada,
Vejo anjos caindo do céu.
Como estrelas solitárias.
Ideologia feita às presas
Tropeçando nas próprias pernas.

Estamos sempre caindo.
Mas sempre presos,
Suspensos no ar.
É tudo tão obstrato.
Mas concreto o suficiente
Pra deixar dor e saudade.

E o sol,
Nem sempre quer nos iluminar.
Quem diria,
Um dia,
Até ele ira se apagar.

Nesta noite fria,
Que tanto chove quanto faz calor,
É preciso ter fé.
Mesmo que tudo se molhe;
Mesmo que murche
A ultima flor.

Anjos caídos;
Asas murchas;
Pureza em dor.
E a noite fria e solitária
A nos cobrar dureza.

*Do latim lux + fero = que traz luz, que dá claridade, luminoso. “Estrela da manhã; “estrela da alva“.
Sobre: Aqui e aqui
Obs: Por motivos técnicos, até então desconhecidos, estou repostando o poema.

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>> 04/01/09

Ambigüidade de sentimentos.

Coisas que aprendo
E não sei o que são;
Pássaros que vêem
Cantar em meus ouvidos,
Mas nem sei seus nomes.
Nem sei se quer o que cantam,
Apenas os ouço cantar.

A dádiva de sentir
Esta em respirar o incógnito.
Dádiva cruel.
Pois ficamos cegos
A adorar deuses sem nome.

Como o verde das plantas.
Que são verdes,
Antes de serem plantas.

O respirar sentimentos
As vezes é também
Na escuridão utópica se perder.
Onde tudo pode existir,
Mais nada se pode ver.

O perigo é decifrar
Pintando deuses.
O incógnito e gozar
Sonhos,
De breves suspiros.

Como o mistério dos rituais.
Que são mistérios,
Antes de serem rituais.

O amor de estar vivo
Precede a palavra poética.
O papel não sente.
Apenas o homem
Eterniza o que pensa.

Como o amor em poemas.
Que são amores,
Antes de serem poemas.

Para completar a leitura: no Proseando


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>> 01/01/09

À um novo futuro

Com tantos caminhos pra escolher,
Basta buscar o seu.
Com tantas vidas pra viver,
Onde estará o rosto que já não é mais meu?

Outros motivos pra buscar;
Botando a vida pra acontecer;
Fazendo sonhos acordar;
A vida se fazendo viver.

Que um novo futuro aconteça.
Que o impossível se torne realidade.
Que os ventos soprem felicidade.

No proseando...

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>> 31/12/08

Algumas considerações sobre o fim de ano

Que o vento leve
Todo o resto que ficou.
E que não pese
Qualquer remorso do que passou.

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>> 24/12/08

Simplesmente amor.

Onde você guarda
O seu amor?
Não o guarde,
Despeje-o nos outros.
Como voz,
Cantada em silencio;
Como um olhar
Que fala tudo;
Ou como um beijo,
Que cala, aquilo
Que não merece
Estar aqui.

O amor não é dor;
Amor é cura.
Amor não é fogo;
Amor é luz,
Que aquece sem ferir.
Amor é verbo,
Que se conjuga
Em todas as pessoas
Que o querem receber.
Amor é uma planta,
Que cresce regada
Pela comunhão mutua.

E não me tomes
Como um romântico!
Ou um poeta,
Na loucura e fanatismo
Da repetição.
Escrevo para despejar
O amor a todos
Que o tratam como um bem
Precioso,
Que merece estar guardado,
Em um frasco segredado.

Faça da vida,
Um riacho de possibilidades.
Então atira lhe
Mais pedras de amor.
Para que ondas amorosas,
Beijem seus pés.

Regue flores
De bons sentimentos.
Pois só assim, o sol
Poderá refletir
Todo amor
Que sente
Em iluminar-te.

Aceite presentes
Em seu aniversario.
Mas nunca os troque
Por bons sentimentos.
Dê alguns também.
Mas sempre divida
Os bons sentimentos
Que tiver.
Divida também seus amigos.
Eles serão a única coisa
Que ira sobrar,
Depois do seu
Ultimo aniversario.

Escreva quando não conseguir
Enxergar a luz.
Mas não os leia depois.
Eles não serviram
Para iluminar a sombra
De seus pensamentos.
E não se livre deles.
Eles são os únicos
Sentimentos que devem
Ser guardados dentro
De você.
.............................................(Escrito originalmente em 19 de junho de 2007)

Não procure pela felicidade.
Cultive paz interior.
Paz interior é como um jardim,
Que deve ser cultivado.
A felicidade é como as borboletas
Que esvoaçam pelo seu jardim.
Elas vão e vem.
E não adianta persegui-las,
Pois isso só as espantara.
Mas o seu jardim será eterno.
Apenas cultive-o
Com bons pensamentos,
Boas ações, boas palavras...

Limpe o seu riacho
Com águas de bons sentimentos.
Receba sempre com carinho
Os pássaros que lhe trouxerem
Sementes de amor.
E quanto às plantas de amor?
Continue regando-as...

..................................... (Escrito originalmente em algum dia entre agosto e novembro de 2007)

Que o amor não precise de uma data
Para ser celebrado.
Que ele não precise de um lugar ou presente
Para ser materializado.
Que seja disperso
Como perfume floral.
Pois as flores só nos cobram o sentir.

.....................................(Escrito originalmente em 24 de dezembro de 2008)

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>> 23/10/08

Reflexos crepusculares.

Pequenas coisas,
Refletem toda uma vida.
Escrevo me perdendo
Por entre estas linhas.
Como tantas vezes,
Perdi-me por entre a vida.

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>> 16/10/08

Um novo expressar de pensamentos...

Um blog, umbigo.
Dois blogs,... dois bigos?



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>> 14/09/08

Alma, súspirante alma...

Minha alma não conhece “Parnasiana”.
É direta e literária:
Não conhece símbolos.
(Mas subjetiva enquanto alma).
Suas rimas
São suspiros
Que se encerram em fonemas:
Flertantes colegiais
Eles se amam
A cada verso que se finda.

Minha alma não conhece revolução.
É sempre libertaria
A cada suspirar poético.
É como criança travessa,
Que brinca com os novelos
Da avó que tenta tricotar
Seus conceitos, objetivados subjetivamente.

Minha alma é travessa,
E eu sou uma criança
Soltando pipa.
E minha alma lá em cima;
A flutuar sobre as nuvens.
E essa linha fina,
Mas espessa e aprisionante.
Que nos mantém aqui embaixo.
Errantes
A invejar os pássaros.

(Ter um céu
Para se perder e admirar,
Não nos permite voar.
Mas os pássaros
Sempre descem
Para se alimentar).

Minha alma não é conceitual.
É cheiro de terra molhada;
É cor do céu;
É abraço apertado
Com gosto de partida.

Minha alma é deformada.
É imaterial como luz crepuscular.
É fina e estática,
Mas dinamiza em cada suspirar.

E poderia algum ser
Não ter alma?
Poderia não ser alma,
Transcendente e teológica;
Caos e harmonia;
Perfeição finita;
Fim de tarde sentida.

Alma, súspirante alma.
Sem nome;
De eterna fome;
Alameda de sonhos,
E amores perdidos;
Breve sopro mortal;
Néktar que consome a si próprio.
Goles profundos;
Poço profundo;
E a boca sempre seca.

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>> 09/09/08

Pensamento passarinho*

Eh vida senhor!

Eh vida, eh mundo,
Eh pensar sem rumo.
Eh vida, eh rumo,
Eh caminhar profundo.
Eh vida, eh caminho,
Eh voar sozinho.
Eh vida, eh voar,... eh viver!!!

*Sobre um fato que me ocorreu nesse ultima sexta, o qual depois relatarei aqui (pelo ou menos eu espero).

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>> 07/09/08

Os pensamentos caem como folhas

Venho agora para escutar
O som das palavras mudas.
E para declamar
Aos pensamentos surdos.

Tagarelantes onomatopéias
Nestas tardes solitárias,
De moveis mudos
E vespertinais adormecidos.

Quando o silencio
Vira poeira,
Tomando vida
Na resta de luz
Que se lança pelo olho na telha
Que talvez uma pedra
Ou o tempo tenha ousado fazer.

Pensamentos poéticos,
A poetizar o frio
Que o calor lá de fora
Faz aqui dentro.
Feito folhas
Ao sabor do vento;
Vozes ecoando em silencio;
Sonhos e assonâncias
Ecoando em poemas.

As notas, os acordes
E o mundo;
As pessoas, os amores
E a musica;
Perdem-se sem nome
Ficando surdos.

Assonancias e aliterações
De pensamentos que não pensam;
Pensamentos caindo;
Quiasmos que se opõem;
Respostas que se contestam.

Pensamentos: gradações de idéias;
Enumerações caóticas
Que balança
Em arvores de insônia.
Até que...

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..., ...,*

As coisas mais banais da vida.
Tomates verdes fritas,
E maçãs antes de dormir

Um relógio parado
Que fica certo
Ao menos duas vezes por dia.
O céu esta lindo
Mas não é chocolate ainda.

Corações feitos de nuvens,
Que se desfazem
No próximo instante,
Ao sabor do vento.
Em partículas de sentimento
No complexo universo quántico.


* Uma conversa sem muitas palavras que tive com uma amiga que depois resultou nisso ai(num disse a vc que fazia), achei bonitinho e simbolico...
Não sei qual foi mais importante e inesquecivel,
A pessoa ou o momento...
Talvez os dois.
Na vida tudo é expresão da mesma alma...

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